quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

20/5/1981

Era maio de 1981 quando ao mundo cheguei. Quis Deus que eu nascesse de pais nordestinos, originários de uma linhagem proletária, na cidade de Natal, estado do Rio Grande do Norte. Era por volta de 13 horas. Fui batizada pela comunhão criativa entre o nome da obstetra Ana Marina e da Maternidade Santa Helena, ao menos é o que me contam. E graças ao bom Deus, dei sorte. Nesse dia, 20/05/1981, Ana Helena Gomes Assunção chegou por aqui: a "menina-flor" da minha mãe, a "nena" dos primos, a "anilina" na época do colégio, a "Nelena", entre outros.

Ana Helena até que é um nome interessante!

Quando digo que "dei sorte" é porque lembro a mania esquisita que o nordestino tem de criar nomes compostos que não combinam entre si. Eu sou filha do meio, nascida entre o Gustavo Cesar e a Daniela Cristina!!! Se essa pequena amostra soa estranha imagina só o vasto cardápio de nomes pitorescos que as famílias costumam escolher para os pequenos rebentos do nordeste do país.

Só podem copiar esses nomes de novelas mexicanas... e quando não o fazem, buscam inspiração na forte ligação religiosa, tão forte que chega a ser engraçado. Minha avó, por exemplo, teve vários filhos. Achou bonitinho que todos os homens fossem José. Tenho tios chamados José Augusto, José Diniz. E todas as tias fossems Marias, incluindo a minha mãe, a Maria Lúcia, irmã da Maria do Carmo, da Maria de Lourdes e como se não bastasse, veio um casal de gêmeos e pasmem.... batizou os bebês de José Maria (que Deus o tenha - era um tio espetacular) e Maria José. Sorte do predestinado caçula que nasceu Francisco de Assis.

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